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Experimentos de campo serão realizados em enseadas rasas através da adição de biomassa algal fresca em plots experimentais sob pradarias de R. maritima. Três tratamentos de biomassa (biomassa zero, biomassa baixa e biomassa alta) mais um controle, serão aplicados (N = 4). Os valores de biomassa algal refletirão cenários ocorrentes no ELP. Os plots experimentais serão visitados semanalmente para determinação dos percentuais de cobertura algal e de Ruppia. Taxas de erosão do sedimento e o nível, temperatura e turbidez da água serão obtidos. Após um mês, amostragens destrutivas serão realizadas (amostrador de 10 cm de diâmetro, 15 cm de profundidade) para determinação dos impactos de macroalgas de deriva sobre a biomassa áerea e subterrânea de R. maritima. A macrofauna associada será separada (malha 500 µm), identificada e quantificada. Dados de direção e velocidade de vento e descarga serão fornecidos pela Estação Meteorológica da Praticagem do Porto de Rio Grande e Agência Nacional de Águas, respectivamente. Os mecanismos das interações macroalgas-Ruppia serão investigados em um canal de ondas (16 m de comprimento, seção retangular de 0,71 m de largura e 0,79 m de altura) onde a advecção de biomassa algal sobre plantas de Ruppia será simulada através de ondas geradas por um batedor do tipo cunha localizado na extremidade do canal. Valores de biomassa algal e períodos de onda utilizados serão baseados em dados pretéritos in situ ou modelados no ELP. A erosão da camada superficial do sedimento durante a advecção algal será determinada através da quantificação da ressuspensão do sedimento pelo sistema PIV (Particle Image Velocimetry - LaVision). O destacamento de plantas de Ruppia será avaliado através do percentual de cobertura das pradarias e contagem de hastes. |